Pela segundo ano consecutivo tive a honra de palestrar nesse que é um dos maiores eventos de Segurança de Informação do mundo. Dessa vez, aqueci as turbinas um pouco mais cedo, pois também ministrei um treinamento especial de dois dias sobre Advanced Disk Forensics, onde entupi a turma com clusters, tabelas de diretórios, milhares de atributos e inodes.
Como fiz no relato sobre o OWASP AppSec, não vou comentar sobre todas as palestras porque ando muito indisciplinado e não anotei os detalhes. Repito também que provavelmente farei injustiça a alguns, podendo deixar de comentar alguma coisa que com certeza foi bacana, mas como dizia um antigo chefe, quando reclamávamos de algo: "Quem foi que disse que a vida é justa ????"
Primeiro dia, Luiz Eduardo começou impressionando por levar um assunto bastante maduro. Comentou uma série de pontos que estão ocupando recorrentemente as listas de discussão brasileiras. Logo também pela manhã, recebi a missão de falar após o break. Precisei dar alguns golpes no datashow, que não se entendia de jeito nenhum com meu notebook, mas no fim, mostrei quem mandava ali: ele. Tive de trocar para o cabo HDMI e ficamos em paz. Minha palestra teve por base uma frase muito comum e bem conhecida por muitos peritos e investigadores em Computação Forense: "Sinto muito, não temos nenhum log disso aqui". Meu foco foi mostrar vários vestígios comuns, seja ao Sistema Operacional, ao sistema de arquivos ou mesmo a aplicações, que podem nos orientar e até mesmo servir como logs do que aconteceu na máquina. Acontece que me empolguei quando estava criando os slides e ao invés de uma apresentação, ao final eu estava quase que com um livro em PPT. Temendo que todos dormissem copiosamente durante a palestra, usei toda a psicologia aprendida na caserna e me apresentei como um irado Capitão do Bope, pronto para ensacar quem cochilasse (a manipulação da foto que fiz estava tão tosca que fiquei feliz por não ter de ganhar a vida com o Photoshop). No fim, acho que deu certo e fiquei com uma platéia de corujas. :D
Quem me sucedeu foi meu camarada Anchises, que fez a palestra mais divertida do evento, sobre SCADA, FUD e o vulcão cujo nome ninguém soube pronunciar. Nem mesmo o próprio Anchises, que acabou se esparramando ao chão quando tentou.
Também no primeiro dia tivemos a presença do meu camarada multimídia Nelson Brito. Mantendo o padrão das músicas maneiras e da apresentação do ano passado, Nelson mostrou os resultados de sua nova pesquisa (como é que esse cara consegue ser bom de design e bom de assembler ao mesmo tempo ??? :O). Nelson apresentou como conseguiu otimizar absurdamente a performance de algumas operações simples a tal ponto de dar uma nova cara ao que já estava batido Denial of Service. Quem não viu, perdeu.
Almoço, restaurantes no entorno completamente lotados e lá estou eu retornando muito atrasado para o auditório, descobrindo que perdi a palestra do Fernando Fonseca, que muito me interessava, e a do Anderson, que sempre dá show e conduz muito bem suas palestras (há quem diga que ele começou a palestrar na maternidade :D).
Segundo dia começou bem, Wagner Elias falando sobre o HTML5, Spooker sobre PDFs maliciosos, Matthieu Suiche sobre as ferramentas da MoonSols (que ele criou) para captura de RAM (incluindo formatos de dump do BSOD e mesmo arquivos de hibernação), Jeremy Brown mostrou alguns detalhes muito interessantes sobre SCADA e um dos franceses mais carioca que eu já vi, Jonathan Brossard, mostrou uns truques sujos atacando a memória.
No fim das contas, o evento arrebentou, a organização dos meus amigos Balestra e BSDaemon contou bastante para o sucesso dessa edição, que tirando eu, só tinha gente fera. Como sempre acontece, saio do evento achando que cada vez preciso estudar mais para entender onde estão os vestígios dessas técnicas. O que é bom, claro.
Alguém gostaria de acrescentar algo, ou mesmo comentar as palestras que eu perdi ?
Até o próximo post !
Blog bem humorado, na Lingua Portuguesa, destinado a assuntos de Segurança de Informações com ênfase em Resposta a Incidentes e Forense/Investigação Computacional.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Anti Anti Forensics
O vídeo e o PDF da minha palestra no H2HC 6th Edition, em 2009, está liberado.
O objetivo dessa palestra foi abordar os principais conceitos e técnicas ligados à Anti-Forense, além de mostrar os vestígios que essas técnicas deixam. Outro ponto importante da palestra foi abordar que Anti-Forense não produz um crime perfeito, ao passo que Peritos também não possuem técnicas perfeitas. Essa "guerra" produz crescimento e amadurecimento das técnicas, no fim das contas.
Até o próximo post !
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Palestra confirmada no H2HC
Estarei presente no próximo H2HC, em Novembro. Além de ministrar um treinamento sobre Advanced Disk Forensics, vou palestrar sobre uma situação bastante comum no dia a dia dos "Forensicators", como temos sido chamado nos EUA e Europa. Será uma grande satisfação palestrar no mesmo evento que uma turma da pesada, assim como foi na edição do evento do ano passado.
A ideia da palestra é mostrar onde olhar e procurar por vestígios naquelas situações desesperadoras onde quem demandou a investigação digital te olha e diz: "Sinto muito mas não temos nada". Além de sentar e chorar, há algumas coisas que podemos fazer nesses casos e, em muitas vezes, podemos chegar plenamente a uma conclusão satisfatória.
Happy hours são bem-vindos !
Até o próximo post !
A ideia da palestra é mostrar onde olhar e procurar por vestígios naquelas situações desesperadoras onde quem demandou a investigação digital te olha e diz: "Sinto muito mas não temos nada". Além de sentar e chorar, há algumas coisas que podemos fazer nesses casos e, em muitas vezes, podemos chegar plenamente a uma conclusão satisfatória.
Happy hours são bem-vindos !
Até o próximo post !
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Curso no H2HC confirmado !
No final do ano teremos novamente a já tradicional conferência hacker H2HC, considerada por muitos a melhor conferencia hacker brasileira, junto com a YSTS. Ainda no ano passado, após a minha palestra, recebi um convite do meu amigo Felipe Balestra para pensar em um treinamento no estilo do H2HC, voltado para Computação Forense, logicamente.
Muito bem, as ideias foram chegando e finalmente chegamos em algo bem bacana. O curso foi confirmado, e vamos tratar sobre Análise Avançada de Discos e Sistemas de Arquivos.
Minha abordagem será em torno do Sleuth Kit, partindo desde seu uso mais elementar até chegar a alguns truques bem interessantes. Vamos ter uma parte teórica baseada nas estruturas de alguns FSs mais conhecidos e utilizados, e vou ensinar a automatizar o trabalho usando Perl, a linguagem-mãe para todos os peritos e investigadores. O objetivo não é ensinar a programar perl para uso genérico, sites web, etc, mas voltar seu uso para scripts uteis em Forense Computacional, principalmente a criação de parsers.
Haverá uma série de benefícios em atender a esse treinamento/seminário:
- Vai ser intensivo, com 16h/aula.
- Vai ser baseado em software livre
- Vai ter um custo bastante acessível
- Vai ser nos dois dias que antecedem a H2HC.
O último bullet é uma vantagem a mais. Para quem ainda não sabe, um dos Mega-Master-Plus-Super-Feras da Memory Forensics, Matthieu Suiche, simplesmente o cara que criou o Win32dd, o SandMan e outros, estará palestrando no evento e ministrará um treinamento sobre o assunto nos dois dias depois do evento. Ou seja, meu treinamento não passará por essa concorrência desleal ... ;D
E eu te aconselho a se inscrever nesse treinamento também.
Agora pode parar de ler o post e ir lá no site do evento fazer sua matrícula.
Até o próximo post !
Muito bem, as ideias foram chegando e finalmente chegamos em algo bem bacana. O curso foi confirmado, e vamos tratar sobre Análise Avançada de Discos e Sistemas de Arquivos.
Minha abordagem será em torno do Sleuth Kit, partindo desde seu uso mais elementar até chegar a alguns truques bem interessantes. Vamos ter uma parte teórica baseada nas estruturas de alguns FSs mais conhecidos e utilizados, e vou ensinar a automatizar o trabalho usando Perl, a linguagem-mãe para todos os peritos e investigadores. O objetivo não é ensinar a programar perl para uso genérico, sites web, etc, mas voltar seu uso para scripts uteis em Forense Computacional, principalmente a criação de parsers.
Haverá uma série de benefícios em atender a esse treinamento/seminário:
- Vai ser intensivo, com 16h/aula.
- Vai ser baseado em software livre
- Vai ter um custo bastante acessível
- Vai ser nos dois dias que antecedem a H2HC.
O último bullet é uma vantagem a mais. Para quem ainda não sabe, um dos Mega-Master-Plus-Super-Feras da Memory Forensics, Matthieu Suiche, simplesmente o cara que criou o Win32dd, o SandMan e outros, estará palestrando no evento e ministrará um treinamento sobre o assunto nos dois dias depois do evento. Ou seja, meu treinamento não passará por essa concorrência desleal ... ;D
E eu te aconselho a se inscrever nesse treinamento também.
Agora pode parar de ler o post e ir lá no site do evento fazer sua matrícula.
Até o próximo post !
domingo, 29 de novembro de 2009
H2HC 2009 - Segundo dia
O segundo e último dia foi bastante cheio. Em meio a turma que assistia às palestras e aos multi-tarefas que assistiam e ainda participavam do CTF desse ano, ainda havia um ou outro sorteio patrocinado pela turma de expositores.
Aliás, antes que eu comente sobre o dia, esqueci de falar sobre o grande sucesso que foi ontem o H2CSO. Segundo os organizadores, havia mais de 600 inscritos na sala virtual do evento. Um grande passo no amadurecimento e na profissionalização do nosso segmento;
- Novamente, perdi a primeira palestra e acabei chegando na palestra do Paulo Roizman sobre Ciber terrorismo. A palestra comentou, inclusive, sobre casos no Brasil;
- José Milagres veio logo em seguida com uma super palestra sobre legislação, hackers e ética nas questões periciais. Além de instrutiva, ao final dela tinha uma multidão querendo tirar dúvidas com ele. Isso é mais uma prova de como a turma está interessada nessas questões;
- Outros destaques ainda para a segunda parte da palestra do Nelson Brito, a palestra sobre W3af do Andrés Riancho e o outro ponto alto do dia, com o franco-carioca Jonathan Brossard e sua técnica "sinixxxtra" de patching para brute-forcing do truecrypt.
Aguardo comentários sobre o evento, principalmente sobre algumas palestras que eu não estive. Comentem !
Até o próximo post !
Aliás, antes que eu comente sobre o dia, esqueci de falar sobre o grande sucesso que foi ontem o H2CSO. Segundo os organizadores, havia mais de 600 inscritos na sala virtual do evento. Um grande passo no amadurecimento e na profissionalização do nosso segmento;
- Novamente, perdi a primeira palestra e acabei chegando na palestra do Paulo Roizman sobre Ciber terrorismo. A palestra comentou, inclusive, sobre casos no Brasil;
- José Milagres veio logo em seguida com uma super palestra sobre legislação, hackers e ética nas questões periciais. Além de instrutiva, ao final dela tinha uma multidão querendo tirar dúvidas com ele. Isso é mais uma prova de como a turma está interessada nessas questões;
- Outros destaques ainda para a segunda parte da palestra do Nelson Brito, a palestra sobre W3af do Andrés Riancho e o outro ponto alto do dia, com o franco-carioca Jonathan Brossard e sua técnica "sinixxxtra" de patching para brute-forcing do truecrypt.
Aguardo comentários sobre o evento, principalmente sobre algumas palestras que eu não estive. Comentem !
Até o próximo post !
sábado, 28 de novembro de 2009
H2HC 2009 - Primeiro dia
O evento desse ano começou impressionando pelo lugar. O hotel tem uma boa estrutura e localização. Há mais expositores e a sala de palestras é de muito bom nível, iluminação e som.
Como é de praxe, nem sempre dá para estar em todas as palestras. Vou comentar algumas:
- O Gustavo Scotti comentou sobre a arquitetura 64-bit e como algumas coisas não são tão seguras como se anuncia por aí. Foi uma palestra bastante técnica e mais voltada para a turma escovadora de bits.
- Bruno Oliveira matou a turma de tanto rir com seus casos de pentest usando Engenharia Social. A palestra não ficou só nisso, mas englobou também as grandes falhas/negligências encontradas no dia a dia e que acabam por invalidar a segurança do todo. Conclusão final: "People Sux" ...
- Weber Ress, também camarada da CISSPBR, falou sobre a história do Kernel e dos detalhes do Kernel do Windows. Foi uma boa palestra, mas confesso que não consegui prestar tanta atenção depois que meu camarada Filipe Balestra me pediu para adiantar a minha palestra, do Domingo pela manhã, para logo após a do Weber. Ou seja, enquanto o Weber falava, eu estava tentando lembrar dos pontos chaves de cada abordagem.
- A minha palestra veio em seguida. Falei sobre técnicas que subvertem a Computação Forense e como podemos detectá-las ou anulá-las. Fiquei surpreso ao reparar a quantidade de gente que ficou na sala, pois imaginava que esse assunto não daria tanto ibope assim. A receptividade foi boa, consegui passar o assunto todo e ainda deu para responder uma excelente pergunta do Dr José Milagres. Em seguida, almoço.
- Na parte da tarde, tivemos a palestra do Anderson Ramos, falando muito bem sobre privacidade e suas implicações no mundo de hoje.
- Nelson Brito fez a primeira parte de sua palestra e mostrou exploits para algumas vulnerabilidades antigas, mas com algumas modificações bastante interessantes. As musicas e o visual da palestra dele já valem.
- Sebastian Porst falou sobre o uso de REIL, uma espécie de meta linguagem que permite, entre outras coisas, facilitar a análise de códigos via reengenharia. Ajuda, inclusive, fazendo desobfuscação de código.
- Cesar Cerrudo veio da Argentina para mostrar uma novidade: A exploração de tokens como forma de aumentar os privilégios em um sistema. Não confunda esses tokens com os utilizados em 2-factor authentication. Estamos falando sobre códigos internos passados entre chamadas de funções do Windows e que indicam o nível de autorização recebido.
- Carlos Sarraute mostrou uma modelagem matemática formal para ajudar a priorizar ações em uma possível exploração de vulnerabilidades. Esse é o trabalho de tese de doutorado dele. Cálculos e mais cálculos depois, o Rodrigo completou dizendo que esse estudo dele já está sendo usado como forma de indicar para as empresas qual a vulnerabilidade que trará mais retorno para ser tratada/comprada.
- Nicolas Waisman comentou sobre a exploração de heap via bitmask. Essa foi mais uma bastante escovação de bit.
Saldo positivo no fim do dia, com bastante coisa na bagagem e a sensação de que "quanto mais sei, sei que nada sei" ...
Comentários ? Dê a sua opinião a respeito das palestras e do evento !
Até o próximo post !
Como é de praxe, nem sempre dá para estar em todas as palestras. Vou comentar algumas:
- O Gustavo Scotti comentou sobre a arquitetura 64-bit e como algumas coisas não são tão seguras como se anuncia por aí. Foi uma palestra bastante técnica e mais voltada para a turma escovadora de bits.
- Bruno Oliveira matou a turma de tanto rir com seus casos de pentest usando Engenharia Social. A palestra não ficou só nisso, mas englobou também as grandes falhas/negligências encontradas no dia a dia e que acabam por invalidar a segurança do todo. Conclusão final: "People Sux" ...
- Weber Ress, também camarada da CISSPBR, falou sobre a história do Kernel e dos detalhes do Kernel do Windows. Foi uma boa palestra, mas confesso que não consegui prestar tanta atenção depois que meu camarada Filipe Balestra me pediu para adiantar a minha palestra, do Domingo pela manhã, para logo após a do Weber. Ou seja, enquanto o Weber falava, eu estava tentando lembrar dos pontos chaves de cada abordagem.
- A minha palestra veio em seguida. Falei sobre técnicas que subvertem a Computação Forense e como podemos detectá-las ou anulá-las. Fiquei surpreso ao reparar a quantidade de gente que ficou na sala, pois imaginava que esse assunto não daria tanto ibope assim. A receptividade foi boa, consegui passar o assunto todo e ainda deu para responder uma excelente pergunta do Dr José Milagres. Em seguida, almoço.
- Na parte da tarde, tivemos a palestra do Anderson Ramos, falando muito bem sobre privacidade e suas implicações no mundo de hoje.
- Nelson Brito fez a primeira parte de sua palestra e mostrou exploits para algumas vulnerabilidades antigas, mas com algumas modificações bastante interessantes. As musicas e o visual da palestra dele já valem.
- Sebastian Porst falou sobre o uso de REIL, uma espécie de meta linguagem que permite, entre outras coisas, facilitar a análise de códigos via reengenharia. Ajuda, inclusive, fazendo desobfuscação de código.
- Cesar Cerrudo veio da Argentina para mostrar uma novidade: A exploração de tokens como forma de aumentar os privilégios em um sistema. Não confunda esses tokens com os utilizados em 2-factor authentication. Estamos falando sobre códigos internos passados entre chamadas de funções do Windows e que indicam o nível de autorização recebido.
- Carlos Sarraute mostrou uma modelagem matemática formal para ajudar a priorizar ações em uma possível exploração de vulnerabilidades. Esse é o trabalho de tese de doutorado dele. Cálculos e mais cálculos depois, o Rodrigo completou dizendo que esse estudo dele já está sendo usado como forma de indicar para as empresas qual a vulnerabilidade que trará mais retorno para ser tratada/comprada.
- Nicolas Waisman comentou sobre a exploração de heap via bitmask. Essa foi mais uma bastante escovação de bit.
Saldo positivo no fim do dia, com bastante coisa na bagagem e a sensação de que "quanto mais sei, sei que nada sei" ...
Comentários ? Dê a sua opinião a respeito das palestras e do evento !
Até o próximo post !
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Anti-Anti-Forense
Esse é o tema sobre o qual estarei falando na 6a edição do mais importante evento Hacker do Brasil - o H2HC - Hacker-2-Hacker Conference. O evento será no final de semana de 28 e 29 de novembro, em São Paulo.
Já faz algum tempo que venho olhando esse assunto com atenção. A primeira vez que li sobre esse termo foi em uma palestra feita pela turma do projeto Metasploit. A palestra procurava expor fraquezas em algumas técnicas ou ferramentas usadas em Computação Forense.
Depois dessa palestra, anti-forense entrou para o abstrato. Tudo seria resolvido por anti-forense, e os peritos estavam com os dias contados. Não levaria muito tempo e todos aplicariam os conceitos que, por hora, apenas alguns Hackers Jedi conheciam. Com o passar do tempo, chegamos ao ponto de perceber uma certa disputa, quase um clima de guerra. Hackers que escrevem sobre o assunto desdenham dos investigadores e colocam as técnicas como imbatíveis. Os peritos, por outro lado, usam de grande ironia e expõem a questão como se fosse brincadeira de criança resolver qualquer coisa relacionada a isso. Vi muitos desses textos enquanto pesquisava alguns detalhes para a palestra.
Nem "rocket science" nem algo trivial. Anti-Forense deve ser visto como crítica construtiva e pode ajudar (e muito !) no combate aos crimes, uma vez que tira o perito de sua posição de conforto e o faz repensar nas suas técnicas e ferramentas. É com esse intuito que venho pesquisando algumas técnicas, principalmente como poderiam ser detectadas ou revertidas. O ponto comum nas técnicas de "contra-ataque" é que, em algum momento, algo aparece. Harlan Carvey costuma usar uma analogia com técnicas militares, onde mesmo o melhor e mais prudente snipper precisa fazer alguns movimentos, comer, dormir ... É nessa hora que ele pode se expor, e de forma análoga, quando o malware, o atacante ou o utilitário são usados, marcas e vestígios importantes aparecem. É só estar bastante atento a elas.
Espero vê-los por lá. Será uma boa oportunidade para conhecer a turma que acompanha o blog.
Até o próximo post !
Já faz algum tempo que venho olhando esse assunto com atenção. A primeira vez que li sobre esse termo foi em uma palestra feita pela turma do projeto Metasploit. A palestra procurava expor fraquezas em algumas técnicas ou ferramentas usadas em Computação Forense.
Depois dessa palestra, anti-forense entrou para o abstrato. Tudo seria resolvido por anti-forense, e os peritos estavam com os dias contados. Não levaria muito tempo e todos aplicariam os conceitos que, por hora, apenas alguns Hackers Jedi conheciam. Com o passar do tempo, chegamos ao ponto de perceber uma certa disputa, quase um clima de guerra. Hackers que escrevem sobre o assunto desdenham dos investigadores e colocam as técnicas como imbatíveis. Os peritos, por outro lado, usam de grande ironia e expõem a questão como se fosse brincadeira de criança resolver qualquer coisa relacionada a isso. Vi muitos desses textos enquanto pesquisava alguns detalhes para a palestra.
Nem "rocket science" nem algo trivial. Anti-Forense deve ser visto como crítica construtiva e pode ajudar (e muito !) no combate aos crimes, uma vez que tira o perito de sua posição de conforto e o faz repensar nas suas técnicas e ferramentas. É com esse intuito que venho pesquisando algumas técnicas, principalmente como poderiam ser detectadas ou revertidas. O ponto comum nas técnicas de "contra-ataque" é que, em algum momento, algo aparece. Harlan Carvey costuma usar uma analogia com técnicas militares, onde mesmo o melhor e mais prudente snipper precisa fazer alguns movimentos, comer, dormir ... É nessa hora que ele pode se expor, e de forma análoga, quando o malware, o atacante ou o utilitário são usados, marcas e vestígios importantes aparecem. É só estar bastante atento a elas.
Espero vê-los por lá. Será uma boa oportunidade para conhecer a turma que acompanha o blog.
Até o próximo post !
domingo, 9 de novembro de 2008
H2HC - Segundo Dia
Travei uma luta enorme com o travesseiro para chegar lá no horário da primeira palestra, mas perdi feio. Quando cheguei já estava rolando uma discussão interessantíssima sobre a produção nacional em relação a Segurança de Informações.
Capitaneada pelo Ronaldo Vasconcelos, da Security Guys, a palestra terminou e o assunto rolou, nas perguntas, para a turma do projeto Mayhen, que andou distribuindo camisetas irônicas no evento com o nome da turma que já foi "ownada". Alguns exibiam um bottom enorme, parecido com aqueles "Quer emagrecer ? Pergunte-me como" que muitos gordinhos exibem por aí. No bottom, em letras garrafais, estava "I'm not a CISSP". hahahaha. Tive vontade de pendurar meu bottom da ISC2, já que o clima estava para brincadeiras, mas não daria para rivalizar com o deles, que devia ser 5 vezes maior. Na próxima conferência acho que vou fazer um bottom enorme "Yes, I'm CISSP and my bottom is bigger than yours" hahahaha.
Bem, bottoms a parte, o segundo dia prometia. Estava começando muito bem. Júlio Auto sucedeu e não deixou a peteca cair, mostrando Reverse Engineering muito bem. Excelente palestra. o evento estava um pouco atrasado por conta do volume de perguntas na palestra do Ronaldo, mas foi acertado com a ausência do Rafael Silva. Tudo certo, fomos ao almoço e na volta estava o Guto Motta, da CheckPoint, mostrando as vulnerabilidades do sistema GPRS.
Assustador ...
Em seguida, a palestra mais esperada (pelo menos por mim e acho que outros ligados a Informática Forense). Diogo Camargo falou sobre Direito Eletrônico e como a coisa está andando no Brasil. Muito boa palestra, várias perguntas apareceram e, no coffee break, eu tive de zarpar, pois teria de viajar. A palestra que perdi prometia bastante, Wagner Elias, um dos papas da Segurança de Aplicações Web, estava a postos.
No fim das contas, perdi também o resultado do CTF. Vou ver no site do evento depois.
Alguém gostaria de comentar algo sobre o evento ?
Até o próximo post !
Capitaneada pelo Ronaldo Vasconcelos, da Security Guys, a palestra terminou e o assunto rolou, nas perguntas, para a turma do projeto Mayhen, que andou distribuindo camisetas irônicas no evento com o nome da turma que já foi "ownada". Alguns exibiam um bottom enorme, parecido com aqueles "Quer emagrecer ? Pergunte-me como" que muitos gordinhos exibem por aí. No bottom, em letras garrafais, estava "I'm not a CISSP". hahahaha. Tive vontade de pendurar meu bottom da ISC2, já que o clima estava para brincadeiras, mas não daria para rivalizar com o deles, que devia ser 5 vezes maior. Na próxima conferência acho que vou fazer um bottom enorme "Yes, I'm CISSP and my bottom is bigger than yours" hahahaha.
Bem, bottoms a parte, o segundo dia prometia. Estava começando muito bem. Júlio Auto sucedeu e não deixou a peteca cair, mostrando Reverse Engineering muito bem. Excelente palestra. o evento estava um pouco atrasado por conta do volume de perguntas na palestra do Ronaldo, mas foi acertado com a ausência do Rafael Silva. Tudo certo, fomos ao almoço e na volta estava o Guto Motta, da CheckPoint, mostrando as vulnerabilidades do sistema GPRS.
Assustador ...
Em seguida, a palestra mais esperada (pelo menos por mim e acho que outros ligados a Informática Forense). Diogo Camargo falou sobre Direito Eletrônico e como a coisa está andando no Brasil. Muito boa palestra, várias perguntas apareceram e, no coffee break, eu tive de zarpar, pois teria de viajar. A palestra que perdi prometia bastante, Wagner Elias, um dos papas da Segurança de Aplicações Web, estava a postos.
No fim das contas, perdi também o resultado do CTF. Vou ver no site do evento depois.
Alguém gostaria de comentar algo sobre o evento ?
Até o próximo post !
sábado, 8 de novembro de 2008
H2HC - Primeiro Dia
O evento começou bem, e com palestras de peso.
Steve Adegbite fez uma excelente apresentação das iniciativas da Microsoft em relação à Segurança nos produtos. A palestra não se prendeu a um produto específico, mas sim a algumas metodologias usadas no grupo que ele faz parte. A partir daí, tivemos duas palestras bastante técnicas, com detalhes, sobre o funcionamento da BIOS, do barramento PCI e como explorar essas características para criar rootkits. A outra, da turma da Immunity, indicava como detonar o esquema do DEP.
Findo o almoço, Rodrigo Costa teve a árdua tarefa de manter a turma acordada depois da churrascaria, feijoada, buchada e o que mais a turma almoçou. Falou sobre Samba (o sistema, não o ritmo musical) e foi sucedido por um hermano muito gente boa, Francisco Amato, que encarou aulas de português e deu conta do recado ao mostrar o seu projeto Evilgrade. Foi a melhor palestra do dia, na minha opinião, e enquanto o ouvia, imaginei que artefatos poderiam ser colhidos nas vítimas desse tipo de ataque. Basicamente, ele desenvolveu uma ferramenta que engana o DNS durante requisições de update (Windows Update, Java, Adobe e outros). No fim das contas, ele envia um conteúdo para ser executado na máquina vítima como se fosse um patch de update. Mais uma palestra sobre Wireless USB e o dia estava terminado.
Nesse interim, algumas peças raras circulavam com dois notebooks, algumas vezes digitando freneticamente. Era o Capture The Flag rolando.
Amanha comento o segundo dia da conferência.
Até o próximo post !
Steve Adegbite fez uma excelente apresentação das iniciativas da Microsoft em relação à Segurança nos produtos. A palestra não se prendeu a um produto específico, mas sim a algumas metodologias usadas no grupo que ele faz parte. A partir daí, tivemos duas palestras bastante técnicas, com detalhes, sobre o funcionamento da BIOS, do barramento PCI e como explorar essas características para criar rootkits. A outra, da turma da Immunity, indicava como detonar o esquema do DEP.
Findo o almoço, Rodrigo Costa teve a árdua tarefa de manter a turma acordada depois da churrascaria, feijoada, buchada e o que mais a turma almoçou. Falou sobre Samba (o sistema, não o ritmo musical) e foi sucedido por um hermano muito gente boa, Francisco Amato, que encarou aulas de português e deu conta do recado ao mostrar o seu projeto Evilgrade. Foi a melhor palestra do dia, na minha opinião, e enquanto o ouvia, imaginei que artefatos poderiam ser colhidos nas vítimas desse tipo de ataque. Basicamente, ele desenvolveu uma ferramenta que engana o DNS durante requisições de update (Windows Update, Java, Adobe e outros). No fim das contas, ele envia um conteúdo para ser executado na máquina vítima como se fosse um patch de update. Mais uma palestra sobre Wireless USB e o dia estava terminado.
Nesse interim, algumas peças raras circulavam com dois notebooks, algumas vezes digitando freneticamente. Era o Capture The Flag rolando.
Amanha comento o segundo dia da conferência.
Até o próximo post !
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
H2HC 2008
Estarei a partir desse sábado na H2HC, em Sampa. Quem estiver por lá e quiser papear, é só me procurar.
Vejo a turma de Forense por lá.
Grande abraço e até o próximo post !
Vejo a turma de Forense por lá.
Grande abraço e até o próximo post !
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