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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais duas boas ferramentas na área

A turma decidiu mesmo inovar nesse fim de ano. Duas novas ferramentas/versões de ferramentas chegaram para ajudar.

A Paraben disponibilizou mais uma nova versão do free P2 Explorer. Com ele, é possível montar uma série de imagens forenses, incluindo formatos E01 (Encase) e SMART. O FTK Imager, comentado há alguns dias, acaba sendo mais versátil, mas é sempre bom ter opções.

Outra ferramenta excelente recém lançada é a Tableau Imager. TIM, como é chamado, também é uma ferramenta free e usa interface gráfica para coletar imagens forenses no formato dd (raw) ou no formato Expert Witness (.E01). A interface é bem semelhante ao GuyMager e, de acordo com o site da Tableau, seu código é optimizado para trabalhar com seus write blockers. Ainda assim, o utilitário funciona normalmente com ele. Está disponível em 32-bit ou 64-bit. O ponto ruim é que não faz (pelo menos eu não achei em nenhum lugar) imagem lógica (imagem forense de partição).

Um outro ponto que ocorreu nesse fim de ano e que pode não ser tão bom assim foi a retirada do suporte ao aimage. Parte da AFFLib, o aimage é o utilitário de linha de comando que executa a imagem de mídias no formato AFF. De acordo com o autor, o aimage não é mais necessário, já que tanto o Guymager quanto o FTK Imager dão suporte à captura em formato AFF, tanto para Windows quanto para Linux. O que contexto, nesse caso, é o fato de que pode ser necessário para alguém usar linha de comando, talvez em um script, e ambos citados pelo Simson são GUI. Isso pode fazer falta ...

Comentários ?

Até o próximo post !

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Novo AIR no ar

Minha criatividade para títulos está em baixa nesta semana, como todos puderam notar ... Ainda assim, Nanni Bassetti, meu camarada de equipe do CAINE acaba de anunciar a novíssima versão do AIR, um GUI para aquisição de imagens forenses.

Criado pelo Steve Gibson há algum tempo, o AIR sempre foi uma espécie de patinho feio das interfaces para aquisição de imagens. No Helix, sempre ficou à sombra do ADEPTO, e mais recentemente, foi um mero coadjuvante no CAINE, escondido pelo GuyMager. Não que a interface não cumprisse o seu papel, mas porque os irmãos de função acabavam por o ofuscar, oferecendo algum diferencial que levava a preferência da maioria. Na versão 2.0.0, no entanto, isso pode mudar.

A grande novidade dessa versão está por conta do uso do DC3DD. Embora eu não tenha verificado, acredito que o AIR 2.0.0 seja o primeiro GUI a abrir mão do DCFLDD e utilizar o novíssimo (e muito melhor) DC3DD como base de linha de comando. Isso quer dizer que tudo que o usuário escolhe e indica na interface gráfica vira uma enorme linha de comando, fora de questão o entendimento para a grande maioria dos mortais. Essa é a beleza dos GUIs, pois transformam a linha-mostro em algo factível e com menor possibilidade de erros. Até então, os GUIs existentes (Adepto, Air, Guymager) estavam focados no dd e no dcfldd para a tarefa. Agora, o Air-patinho feio vai reagir. Os benefícios ? Procure aqui no blog mesmo pelo artigo que já escrevi sobre o dc3dd. Ele é muito mais otimizado, possui código renovado e várias opções que facilitam a vida na hora de duplicar uma mídia de maneira forense.

O uso do dc3dd não é a única melhoria dessa nova versão. O AIR traz ainda o cálculo de hash da mídia por dois algoritmos distintos. Apesar de já termos fechado a questão sobre a polêmica de MD5 servir ou não para confirmar a integridade de uma imagem forense, a tendência vai ser mesmo a de usar dois hashs distintos e tirar qualquer sombra de possibilidade de, em um futuro próximo, criarem um algoritmo para atacar esse modelo e forjar imagens adulteradas como se estivessem integras.

Além dessas novidades, o AIR conta com a possibilidade de quebrar imagens em pedaços (split image), enviá-la pela rede enquanto faz a aquisição (usando netcat) e até mesmo compactá-la usando gzip. Não é a mesma compactação que o formato EWF ou o AFF possuem, mas já é alguma coisa no sentido de gastar menos espaço. Nesse caso, para ser manipulada, a imagem precisará ser descompactada. Já ia me esquecendo: o log dele é bem detalhado e contém detalhes sobre a sessão de aquisição, muito importante para copiarmos para o relatório final, laudo ou parecer técnico.

Abaixo, algumas telas do novo AIR:



Compartilhe conosco suas experiências com o AIR. Comente !

Até o próximo post !

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Guymager

Até bem pouco tempo, poderíamos dizer que havia duas ferramentas liderando o ranking das mais usadas na hora H da Forense Computacional, o momento da duplicação forense do HD (ou de outra mídia). Sem levar em consideração os softwares comerciais, onde o FTK e o EnCase vão liderar com vantagem, podemos dizer que há:

- DCFLDD na categoria CLI;
- ADEPTO na categoria GUI.

O dcfldd é uma variante turbinada do dd, e está aos poucos perdendo o seu trono para o novíssimo dc3dd, de Jesse Kornblum. Além das mesmas funcionalidades do dcfldd, o dc3dd permite algumas outras e já foi alvo de discussões anteriores aqui no blog, quando do seu lançamento. Entretanto, quero manter o foco dessa discussão na área gráfica: Para quem curte a facilidade de um ambiente GUI à linha de comandos, o Adepto do Helix é a pedida perfeita. Permite fazer a duplicação tanto usando o formato raw (sem formatação, para ser mais correto) ou o formato AFF. Através de algumas perguntas no início do processo, monta ao final da duplicação uma ficha de cadeia de custódia onde constam dados do investigador/perito, do caso e também da aquisição, inclusive indicando o hash calculado.

O grande problema é que o Helix não está mais tão confiável como Live CD como era antes. Depois da grande reviravolta no início de 2008, quando o mais famoso Live CD de Forense Computacional passou a ser software comercial, a estratégia da turma da e-fense passou a ser discutível. Provavelmente por conta de feedback recebido da comunidade que usava o produto, o Helix voltou a ser disponibilizado, mas a desconfiança está no ar desde então. Como diz um amigo meu "A natureza odeia vácuos", meio que de repente passamos a contar com várias opções ao que era oferecido no Helix. O Adepto agora tem um "concorrente" a altura, que atende pelo nome de Guymager.

Este novo utilitário GUI de captura de imagens forenses está muito bem bolado. Faz uso de multi-threading, o que coloca o produto com alguma vantagem sobre os demais quanto a velocidade de operação. Permite obter informações sobre os dispositivos conectados ao computador, e faz tanto a duplicação em formato EWF (EnCase) quanto AFF, além de raw, é claro. Há um extenso log da operação de captura, inclusive contendo alguns campos informados no início da operação. Esses campos também serão gravados como metadados (menos para raw).

Como nem tudo é notícia boa, o Guymager ainda precisa de algumas implementações. Peguei o endereço do criador do produto e mandei para ele algumas sugestões. Veja:

- Criar imagem forense de partições. Atualmente, o utilitário só cria imagens físicas;
- Montar uma ficha de cadeia de custódia, como no Adepto;
- Permitir enviar o conteúdo da imagem capturada via rede, mesmo que seja usando o netcat.

As duas primeiras, segundo Guy, já estavam sendo estudadas e ele me enviou uma versão beta que já contém a solução para a primeira sugestão. A última pode demorar um pouco mais, porém o autor me garantiu que vai implementar.

O Guymager está disponível tanto no CAINE quanto no DEFT, e também no FCCU. Há também pacotes .Deb para implementação dele fora dos Live CDs.

O que acham do produto ? Alguém que já o tenha utilizado gostaria de compartilhar comentários ?

Até o próximo post !