É muito comum em um trabalho da nossa área toparmos com servidores de email corporativos. Entre os casos mais comuns estão aqueles onde um ex-funcionário processa outro por brincadeiras de mau gosto, que podem ser enquadradas como difamação (às vezes, dependendo do tom da suposta "brincadeira", até em racismo). Uma das provas mais usadas nestes casos é o email enviado, que na maioria das vezes, partiu do servidor da própria empresa.
Embora o assunto seja ligeiramente diferente deste, há um bom artigo que aborda emails corporativos no site do Jones Dykstra (Escritório formado por Keith Jones e Brian Dykstra, dois monstros da Computer Forensics). Desse escritório saiu nada mais nada menos que o grupo de ferramentas pasco, galetta e rifiuti, além do menos conhecido eindeutig.
O artigo referido faz um apanhado dos servidores de email mais comumente encontrados nos ambientes corporativos, e trata de algumas estratégias mais voltadas para eDiscovery, que é uma etapa do processo americano que envolve captação de provas eletrônicas. Apesar desse detalhe, o texto é muito bom e explica vários detalhes a respeito dessas ferramentas.
O artigo vale os minutos gastos para lê-lo.
Ao final, fiquei com uma dúvida e não consegui satisfazê-la, e vou dividi-la aqui com os leitores.
Há uma série de ferramentas open source, ou free, que fazem a conversão dos arquivos PST ou DBX, do Outlook e Outlook Express, respectivamente. Esse tipo de conversão é bastante útil para acessarmos alguns detalhes de um email específico. Entretanto, nâo encontrei nenhuma ferramenta nestes mesmos moldes para converter bases Notes (.NSF) para qualquer outro formato. Sei que há vários conversores comerciais, e há também conectores para que o Exchange acesse um NSF, mas o que seria interessante é termos uma ferramenta que pegue um .NSF como entrada e gere na saída as mensagens e anexos que estão lá dentro.
Alguém conhece uma ferramenta free que faça isso ? Compartilhe conosco !
Até o próximo post !
Blog bem humorado, na Lingua Portuguesa, destinado a assuntos de Segurança de Informações com ênfase em Resposta a Incidentes e Forense/Investigação Computacional.
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Se a moda pega ...
Estava lendo esses dias um artigo no blog do Keith Jones e Brian Dykstra. Não é um artigo muito novo, e comentava sobre um suposto especialista em Forense Computacional ter sido processado nos EUA, após vir a tona que o tal especialista não sacava do riscado tanto assim.
O artigo é uma espécie de alerta, já que muita gente vai pelo que lê no currículo e acaba sendo prejudicada por um trabalho ou assistência mal feitos. Foi o caso em questão, pois ao que parece o tal perito andou incrementando o currículo com lorotas.
O caso do artigo não aconteceria aqui simplesmente porque lá há uma fase do processo chamado cross examination, onde o advogado da outra parte tenta, como parte da estratégia, literalmente acabar com a credibilidade do perito. Foi assim que o tal malandro foi descoberto.
Fiquei lembrando certas situações. Realmente, já estive em casos onde percebi que o profissional não sabia absolutamente nada sobre a parte mais básica de Forense Computacional. Já vi gente procurando informações com DIR, tendo bootando a máquina pelo HD original, que estava sendo guardado lacrado. Vi um cara uma vez dizer que havia um malware provocando certo comportamento, mas como não conseguia provar, disse que o malware estava instalado na placa mãe ...
Comente as histórias que você já viu. Afinal, pérolas são para serem apreciadas ;)
Até o próximo post !
O artigo é uma espécie de alerta, já que muita gente vai pelo que lê no currículo e acaba sendo prejudicada por um trabalho ou assistência mal feitos. Foi o caso em questão, pois ao que parece o tal perito andou incrementando o currículo com lorotas.
O caso do artigo não aconteceria aqui simplesmente porque lá há uma fase do processo chamado cross examination, onde o advogado da outra parte tenta, como parte da estratégia, literalmente acabar com a credibilidade do perito. Foi assim que o tal malandro foi descoberto.
Fiquei lembrando certas situações. Realmente, já estive em casos onde percebi que o profissional não sabia absolutamente nada sobre a parte mais básica de Forense Computacional. Já vi gente procurando informações com DIR, tendo bootando a máquina pelo HD original, que estava sendo guardado lacrado. Vi um cara uma vez dizer que havia um malware provocando certo comportamento, mas como não conseguia provar, disse que o malware estava instalado na placa mãe ...
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