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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TSK novo na área

A notícia nem é tão nova (ando perdendo o timing de algumas novidades) mas é bastante interessante. O The Sleuth Kit, um dos utilitários open source mais utilizados em Computação Forense, lançou no final de outubro a sua mais nova versão (3.2.0).

Com versões para Linux e binários para Win32, o TSK novo vem com algumas novidades, além do tradicional conserto dos bugs reportados:

- Flag de case-sensitive para o fsstat no HFS+

- Nome default do atributo $Data do NTFS tem nova regra de formação

- Adicionaram os parâmetros -e e -s no img_cat, dessa forma permitindo recuperar apenas uma faixa de setores

- Uma nova classe foi criada para tornar mais fácil a criação de ferramentas que analisam todos os arquivos da imagem

- Criou-se uma nova camada de abstração (camada de automação). A idéia dessa camada é conter ferramentas que realizam operações mais complexas, correlações, etc. Dentre elas:

* tsk_recover localiza e extrai arquivos diretamente de uma imagem. Muito bom para extrair/recuperar arquivos não-alocados;

* tsk_loaddb analisa a imagem forense, baixando todas as informações da imagem para um arquivo de banco de dados sqlite. Muito útil para que outras análises possam ser feitas na imagem sem que os utilitários do TSK sejam chamados. Logicamente, gasta-se um tempo na geração desse banco de dados mas depois as operações a partir dele se tornam mais rápidas;

* tsk_getimes varre todos os volumes em uma imagem forense e coleta as MAC times disponíveis no estilo do bodyfile (fls);

* tsk_comparedir compara um diretório montado com uma imagem, procurando detectar rootkits. A idéia é que rootkits conseguem inibir a aparição de alguns arquivos no disco, mas normalmente não tem nenhum mecanismo de ocultamento para quando o disco é acessado em modo raw. Por isso, o programa compara as saídas em modo raw com a obtida pelos comandos do SO. As discrepâncias são alertadas;

Alguém já está usando a nova versão (principalmente as novas ferramentas) e gostaria de compartilhar ?

Até o próximo post !

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Virtualizacão e CAINE 2.0 - Parte 4

Estamos na quarta parte do nosso conjunto de artigos sobre Virtualização em Computação Forense. No último artigo, mostrei uma técnica que permite montar o arquivo .vdi, que é o disco virtual para Virtual Box, através de uma série de etapas que tem por objetivo localizar dentro do arquivo .vdi o offset da partição a ser montada.

Reconheço que cada uma das etapas vai dar um certo trabalho e, obviamente, poupa-se um pouco de trabalho comprando o WinMount. Porém, criei uma rotina para poupar nosso tempo e fazer o trabalho sujo daqueles cálculos todos. Em breve darei mais notícias dessa rotina.

Seguindo em frente na série de arquivos, imagino que já estejam se pergunto o que afinal faz o CAINE 2.0 no título. Hoje você saberá.

Segunda Técnica: Usando o Sleuth Kit com arquivos virtuais

O Sleuth Kit (TSK) é uma ferramenta que suporta vários tipos de arquivos de imagens forenses. Em cada utilitário do TSK, é possível usar a option -i list para determinar qual tipo ele foi compilado para aceitar. As versões mais novas estão compiladas com a AFFLib que já suporta trabalhar com arquivos vmdk. Com isso, implementações TSK que tenham como resposta AFFLib ao usar o -i list permitem trabalhar diretamente com um arquivo vmdk, como se fosse um AFF, EWF ou mesmo dd. O único segredo nesse caso é colocar -i afflib e o restante fica da mesma forma como em qualquer outro formato.

Por exemplo:

# mmls -i afflib discovirtual.vmdk
# fls -o 63 -i afflib discovirtual.vmdk

Onde o CAINE 2.0 entra nisso ??

É que, dentro das diversas distros de Computação Forense em Live CDs, a única que já vem com os pré-requisitos necessários e já consegue manipular .vmdk sem problemas é a nova versão do CAINE, a versão 2.0. É só esperar para ver.

E o disco virtual .vdi, da Virtual Box ??

Não consegui, até agora, verificar nenhuma opção para o TSK que permita acesso direto para o .vdi. Caso o uso do TSK seja imperativo, pode-se usar as técnicas comentadas na parte 3 desse artigo para extrair uma imagem .dd de dentro do arquivo/disco virtual.

Comentários ?

Até o próximo post !

sábado, 16 de janeiro de 2010

TSK Novo

Brian Carrier, o criador do SleuthKit, acabou de anunciar a mais nova versão do produto: 3.1.0.
Acompanhado de seu inseparável browser Autopsy 2.22, o open source mais famoso de Forense Computacional chega com algumas novidades":

• Suporte ao HFS+ (sistema de arquivos comum nos MAC)
• Suporte a mídias com tamanho de setor diferente de 512 bytes
• Informações sobre o SID de NTFS disponibilizadas (isso já era esperado há algum tempo)
• O conjunto de executáveis para Windows agora também vem com o mactimes
• Partições GPT e DOS são melhor detectadas
• Mais formatos da AFFLIB e suporte melhorado aos arquivos criptografados
• Sigfind consegue processar imagens fora do formato raw
• Suporte a blocos indiretos
• Muitos bugs corrigidos.

Essa deverá ser a versão que virá nos próximos Live CDs. Para quem precisa de alguma dessas novas funcionalidades e não pode esperar novas versões do seu live cd predileto, há algumas opções:

- Instalar o live cd e usar os comandos de atualização apt-get para gerar novos executáveis;
- Utilizar as novas versões para Windows, já compiladas e disponibilizadas.

Alguém gostaria de comentar sobre a novidade ?

Até o próximo post !