sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Novo AIR no ar

Minha criatividade para títulos está em baixa nesta semana, como todos puderam notar ... Ainda assim, Nanni Bassetti, meu camarada de equipe do CAINE acaba de anunciar a novíssima versão do AIR, um GUI para aquisição de imagens forenses.

Criado pelo Steve Gibson há algum tempo, o AIR sempre foi uma espécie de patinho feio das interfaces para aquisição de imagens. No Helix, sempre ficou à sombra do ADEPTO, e mais recentemente, foi um mero coadjuvante no CAINE, escondido pelo GuyMager. Não que a interface não cumprisse o seu papel, mas porque os irmãos de função acabavam por o ofuscar, oferecendo algum diferencial que levava a preferência da maioria. Na versão 2.0.0, no entanto, isso pode mudar.

A grande novidade dessa versão está por conta do uso do DC3DD. Embora eu não tenha verificado, acredito que o AIR 2.0.0 seja o primeiro GUI a abrir mão do DCFLDD e utilizar o novíssimo (e muito melhor) DC3DD como base de linha de comando. Isso quer dizer que tudo que o usuário escolhe e indica na interface gráfica vira uma enorme linha de comando, fora de questão o entendimento para a grande maioria dos mortais. Essa é a beleza dos GUIs, pois transformam a linha-mostro em algo factível e com menor possibilidade de erros. Até então, os GUIs existentes (Adepto, Air, Guymager) estavam focados no dd e no dcfldd para a tarefa. Agora, o Air-patinho feio vai reagir. Os benefícios ? Procure aqui no blog mesmo pelo artigo que já escrevi sobre o dc3dd. Ele é muito mais otimizado, possui código renovado e várias opções que facilitam a vida na hora de duplicar uma mídia de maneira forense.

O uso do dc3dd não é a única melhoria dessa nova versão. O AIR traz ainda o cálculo de hash da mídia por dois algoritmos distintos. Apesar de já termos fechado a questão sobre a polêmica de MD5 servir ou não para confirmar a integridade de uma imagem forense, a tendência vai ser mesmo a de usar dois hashs distintos e tirar qualquer sombra de possibilidade de, em um futuro próximo, criarem um algoritmo para atacar esse modelo e forjar imagens adulteradas como se estivessem integras.

Além dessas novidades, o AIR conta com a possibilidade de quebrar imagens em pedaços (split image), enviá-la pela rede enquanto faz a aquisição (usando netcat) e até mesmo compactá-la usando gzip. Não é a mesma compactação que o formato EWF ou o AFF possuem, mas já é alguma coisa no sentido de gastar menos espaço. Nesse caso, para ser manipulada, a imagem precisará ser descompactada. Já ia me esquecendo: o log dele é bem detalhado e contém detalhes sobre a sessão de aquisição, muito importante para copiarmos para o relatório final, laudo ou parecer técnico.

Abaixo, algumas telas do novo AIR:



Compartilhe conosco suas experiências com o AIR. Comente !

Até o próximo post !

2 comentários:

Nanni Bassetti disse...

Hi Tony,
thanks for your review...but can you write the web site? :-P
http://air-imager.sourceforge.net/

DC3DD and iflag=direct can manage better the "bad cluster" errors.

Tony Rodrigues disse...

Done !