O Web Security Fórum terminou há alguns dias e eu fiquei devendo alguns comentários aqui no blog.
O primeiro deles é sobre a organização do evento. Gustavo Lima, mistura de nerd de Infosec com Silvio Santos, mostrou que podemos ir longe se juntarmos planejamento, contatos e muita, mas muuuita persistência. O evento foi impecável em todos os sentidos, tanto para quem palestrou quanto para quem assistiu. Lugar excelente, infra adequada, preços acessíveis para estudantes, tratamento VIP para os palestrantes (ele só ficou devendo as virgens havaianas que iriam nos abanar durante todo o evento ... Nada é perfeito ...).
Brincadeiras à parte, Gustavo levou nota 10. Foi excelente. As palestras, idem. Diversas disciplinas foram tratadas, desde Segurança de Informações até Direito Digital, técnicas de pentesting, Forense, tivemos até um vidente maluco ... :O. Sem desmerecer os demais, os mineirinhos do DC LABS e o baianinho maluco que veio em seguida foram sensacionais. Milagres deu show, como sempre. Nelson trouxe uma nova versão do T50 em mais uma super palestra multimídia, Mercês vai tomar conta do projeto e foi apresentado lá. Um ponto a mais! O evento também contou com as palestras da Dra Gisele Truzzi e da Carol Bozza, que além de lindas, fizeram excelentes palestras e calaram a boca dos que contam aquela infame piadinha que Deus pergunta se quer ser bonita ou ser de TI ...
Saindo doe entrando no , fiquei me questionando sobre uma característica que notei durante o evento, tanto nas palestras quanto nos comentários e conversas sobre o assunto no hall. Sobre o projeto de lei de crimes cibernéticos, já esta claro que o assunto é polemico e está se arrastando muito além do que imaginávamos. Alguns são, inclusive, da opinião de que nada vai efetivamente sair, nem mesmo nessa década. É nesse ponto que eu pergunto: afinal, o que precisa ser feito ??? Muitas ideias e criticas foram colocadas sobre o assunto no evento. Ok, mas o que efetivamente pode ser feito para acelerar essa discussão e colocar na cadeia quem usa o mouse como arma ?
Comentários ?
Ate o próximo post !
PS: os vídeos das palestras já estão no youtube.
Blog bem humorado, na Lingua Portuguesa, destinado a assuntos de Segurança de Informações com ênfase em Resposta a Incidentes e Forense/Investigação Computacional.
sábado, 7 de maio de 2011
Websecforum - Review
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Depois de mais de um ano resistindo à idéia de usar o Twitter, acabei sendo vencido e criei uma conta. Como meu camarada Nelson T50 Brito disse, não posso deixar de acompanhar algumas pérolas que os amigos escrevem, sejam elas de tecnologia ou mesmo pura insanidade.
Já aviso logo que meus tweets vão variar entre essas duas linhas, então siga-me por sua própria conta e risco ;)
O nome da conta faz menção a um novo projeto que lançarei em breve: @OctaneLabs
Vamos nos ver por lá.
Até o próximo post !
Já aviso logo que meus tweets vão variar entre essas duas linhas, então siga-me por sua própria conta e risco ;)
O nome da conta faz menção a um novo projeto que lançarei em breve: @OctaneLabs
Vamos nos ver por lá.
Até o próximo post !
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Web Security Forum
Nos dias 9 e 10 de abril teremos em SP mais um novo evento de Segurança de Informações: O Web Security Forum.
Produzido pelo autor do blog Coruja De TI Gustavo Lima, o evento ocorrerá no Espaço APAS e terá a participação de um time de peso de palestrantes. O foco estará em Cloud Computing, Web Aplication Server, Web Appplication Firewall, Virtualização de Ambientes, Vulnerabilidades, Testes de Intrusão, Computação Forense e Técnicas Hackers
O evento terá uma série de facilidades de locomoção para o local, diversas opções de pagamento e descontos para universitários e estudantes em geral. Teremos também uma infra-estrutura muito bem organizada.
Estarei por lá. Fui convidado para falar no evento e escolhi o tema: Novos Rumos da Computação Forense no Brasil e no Mundo. Vai ser uma espécie de previsões de ano novo tecnológica. Um pouco atrasada, já que estamos rumando para o fim do primeiro trimestre. Não importa, não dizem que aqui o ano só começa depois do Carnaval ?
Então ainda estamos em tempo ! Encontro vocês por lá.
Até o próximo post !
Produzido pelo autor do blog Coruja De TI Gustavo Lima, o evento ocorrerá no Espaço APAS e terá a participação de um time de peso de palestrantes. O foco estará em Cloud Computing, Web Aplication Server, Web Appplication Firewall, Virtualização de Ambientes, Vulnerabilidades, Testes de Intrusão, Computação Forense e Técnicas Hackers
O evento terá uma série de facilidades de locomoção para o local, diversas opções de pagamento e descontos para universitários e estudantes em geral. Teremos também uma infra-estrutura muito bem organizada.
Estarei por lá. Fui convidado para falar no evento e escolhi o tema: Novos Rumos da Computação Forense no Brasil e no Mundo. Vai ser uma espécie de previsões de ano novo tecnológica. Um pouco atrasada, já que estamos rumando para o fim do primeiro trimestre. Não importa, não dizem que aqui o ano só começa depois do Carnaval ?
Então ainda estamos em tempo ! Encontro vocês por lá.
Até o próximo post !
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Mais uma para se preocupar
As ações relacionadas à anti-forense estão cada vez mais criativas. Depois de milhares de técnicas diferentes para subverter a investigação, a ThotCon 0x1, primeira conferencia de segurança de informações em Chicago no estilo do nosso YSTS, trouxe uma palestra bem interessante ligada ao assunto.
Greg Ose e Chris Neckar, da Neohapsis, apresentaram Forensic Fail Malware Kombat. Nela, além de algumas técnicas, os autores mostram (e demonstram) como conseguiram executar código arbitrário durante uma perícia.
Eles perceberam que tanto o FTK quanto o Encase possuem uma falha que permite execução de código durante a análise de um malware especialmente montado. Além das óbvias implicações que isso tem, os autores afirmaram que já tinham notificado ambos os fabricantes há pelo menos 3 versões de cada produto (especula-se que a notificação tenha sido anterior à 6.14 do EnCase).
Essa palestra foi há quase um ano e somente agora eu pude ter contato com o material. Gostaria de abrir uma linha de discussão sobre isso. Qual impacto esse problema (ou semelhantes) pode ter para a Computação Forense ? Isso fere a credibilidade dos resultados ? O problema já foi consertado ? O que dizer da postura das duas empresas em relação a demora em corrigir o problema ? Será que as ferramentas forenses também vão virar alvo de ataque ? Você já teve experiências semelhantes em outras ferramentas forenses ?
Comente !
Até o próximo post !
Greg Ose e Chris Neckar, da Neohapsis, apresentaram Forensic Fail Malware Kombat. Nela, além de algumas técnicas, os autores mostram (e demonstram) como conseguiram executar código arbitrário durante uma perícia.
Eles perceberam que tanto o FTK quanto o Encase possuem uma falha que permite execução de código durante a análise de um malware especialmente montado. Além das óbvias implicações que isso tem, os autores afirmaram que já tinham notificado ambos os fabricantes há pelo menos 3 versões de cada produto (especula-se que a notificação tenha sido anterior à 6.14 do EnCase).
Essa palestra foi há quase um ano e somente agora eu pude ter contato com o material. Gostaria de abrir uma linha de discussão sobre isso. Qual impacto esse problema (ou semelhantes) pode ter para a Computação Forense ? Isso fere a credibilidade dos resultados ? O problema já foi consertado ? O que dizer da postura das duas empresas em relação a demora em corrigir o problema ? Será que as ferramentas forenses também vão virar alvo de ataque ? Você já teve experiências semelhantes em outras ferramentas forenses ?
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Até o próximo post !
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mais duas boas ferramentas na área
A turma decidiu mesmo inovar nesse fim de ano. Duas novas ferramentas/versões de ferramentas chegaram para ajudar.
A Paraben disponibilizou mais uma nova versão do free P2 Explorer. Com ele, é possível montar uma série de imagens forenses, incluindo formatos E01 (Encase) e SMART. O FTK Imager, comentado há alguns dias, acaba sendo mais versátil, mas é sempre bom ter opções.
Outra ferramenta excelente recém lançada é a Tableau Imager. TIM, como é chamado, também é uma ferramenta free e usa interface gráfica para coletar imagens forenses no formato dd (raw) ou no formato Expert Witness (.E01). A interface é bem semelhante ao GuyMager e, de acordo com o site da Tableau, seu código é optimizado para trabalhar com seus write blockers. Ainda assim, o utilitário funciona normalmente com ele. Está disponível em 32-bit ou 64-bit. O ponto ruim é que não faz (pelo menos eu não achei em nenhum lugar) imagem lógica (imagem forense de partição).
Um outro ponto que ocorreu nesse fim de ano e que pode não ser tão bom assim foi a retirada do suporte ao aimage. Parte da AFFLib, o aimage é o utilitário de linha de comando que executa a imagem de mídias no formato AFF. De acordo com o autor, o aimage não é mais necessário, já que tanto o Guymager quanto o FTK Imager dão suporte à captura em formato AFF, tanto para Windows quanto para Linux. O que contexto, nesse caso, é o fato de que pode ser necessário para alguém usar linha de comando, talvez em um script, e ambos citados pelo Simson são GUI. Isso pode fazer falta ...
Comentários ?
Até o próximo post !
A Paraben disponibilizou mais uma nova versão do free P2 Explorer. Com ele, é possível montar uma série de imagens forenses, incluindo formatos E01 (Encase) e SMART. O FTK Imager, comentado há alguns dias, acaba sendo mais versátil, mas é sempre bom ter opções.
Outra ferramenta excelente recém lançada é a Tableau Imager. TIM, como é chamado, também é uma ferramenta free e usa interface gráfica para coletar imagens forenses no formato dd (raw) ou no formato Expert Witness (.E01). A interface é bem semelhante ao GuyMager e, de acordo com o site da Tableau, seu código é optimizado para trabalhar com seus write blockers. Ainda assim, o utilitário funciona normalmente com ele. Está disponível em 32-bit ou 64-bit. O ponto ruim é que não faz (pelo menos eu não achei em nenhum lugar) imagem lógica (imagem forense de partição).
Um outro ponto que ocorreu nesse fim de ano e que pode não ser tão bom assim foi a retirada do suporte ao aimage. Parte da AFFLib, o aimage é o utilitário de linha de comando que executa a imagem de mídias no formato AFF. De acordo com o autor, o aimage não é mais necessário, já que tanto o Guymager quanto o FTK Imager dão suporte à captura em formato AFF, tanto para Windows quanto para Linux. O que contexto, nesse caso, é o fato de que pode ser necessário para alguém usar linha de comando, talvez em um script, e ambos citados pelo Simson são GUI. Isso pode fazer falta ...
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Enfim, AFF no Windows
Eu já escrevi aqui no blog por diversas vezes sobre o quanto admiro o formato AFF. É open source, criado desde o começo para ser um formato aberto e abrangente para forense, e tem vantagens sobre os outros formatos mais comuns, incluindo o dd (raw) e o Expert Witness (E01), usado no EnCase. O grande problema que via nesse formato para adotá-lo como padrão eram as limitações dele no ambiente Windows.
O TSK no Windows consegue ler esse formato normalmente, mas não havia como montá-lo no ambiente de janelas. Bem, pelo menos usando ferramentas open/free. Isso até bem pouco tempo.
A novíssima versão do FTK Imager, provida pela AccessData, gigante da nossa área, traz dentre várias modificações e melhorias, a capacidade de montar imagens forenses. Os formatos vão desde o simples .iso (de CDs, DVDs, etc) até o formato AFF, oferecendo também o E01 e os formatos de discos virtuais mais conhecidos (vhd e vmdk). Basta acessar a imagem forense que a interface faz o resto, permitindo inclusive que se monte como read-only com cache de write (todas as escritas vão para um arquivo à parte).
Além dessa excelente novidade, o FTK Imager novo está preparado para exFAT (novo formato de FAT muito usado em pendrives e cartões de memória de grande capacidade) e Ext4. Isso faz do FTK Imager uma ferramenta obrigatória na caixa de ferramentas de qualquer perito ou investigador em Computação Forense. Ele coleta imagens forenses em vários formatos (incluindo agora o AFF), faz dump de RAM, captura arquivos bloqueados pelo sistema (registry) e ainda permite analisar arquivos de imagens forenses e suas estruturas. Um mil-e-uma-utilidades, com certeza.
Alguém já está usando essa ferramenta ou o formato AFF e gostaria de compartilhar suas impressões ?
Até o próximo post !
O TSK no Windows consegue ler esse formato normalmente, mas não havia como montá-lo no ambiente de janelas. Bem, pelo menos usando ferramentas open/free. Isso até bem pouco tempo.
A novíssima versão do FTK Imager, provida pela AccessData, gigante da nossa área, traz dentre várias modificações e melhorias, a capacidade de montar imagens forenses. Os formatos vão desde o simples .iso (de CDs, DVDs, etc) até o formato AFF, oferecendo também o E01 e os formatos de discos virtuais mais conhecidos (vhd e vmdk). Basta acessar a imagem forense que a interface faz o resto, permitindo inclusive que se monte como read-only com cache de write (todas as escritas vão para um arquivo à parte).
Além dessa excelente novidade, o FTK Imager novo está preparado para exFAT (novo formato de FAT muito usado em pendrives e cartões de memória de grande capacidade) e Ext4. Isso faz do FTK Imager uma ferramenta obrigatória na caixa de ferramentas de qualquer perito ou investigador em Computação Forense. Ele coleta imagens forenses em vários formatos (incluindo agora o AFF), faz dump de RAM, captura arquivos bloqueados pelo sistema (registry) e ainda permite analisar arquivos de imagens forenses e suas estruturas. Um mil-e-uma-utilidades, com certeza.
Alguém já está usando essa ferramenta ou o formato AFF e gostaria de compartilhar suas impressões ?
Até o próximo post !
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ano Novo, Cara Nova
Novo Design para marcar 2011. Afinal de contas, cara nova não é só para a turma que gosta de botox.
Um bom 2011 e que tenhamos muitos avanços em Computação Forense nesse ano !
Saúde e até o próximo post !
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